Oportunidade para evita...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A qual distância você acha que um motorista, dirigindo à noite em torno de 100 km/h, irá enxergar um motociclista? Se você disse que é na hora de bater na traseira, acertou! E por que bateu? Porque não enxergou!

O assunto é chato porém umas das coisas que causa surpresa é a omissão insistente da indústria motociclistica no Brasil. Igualmente o descaso das autoridades brasileiras que deveriam fiscalizar e agir em beneficio do cidadão, no caso, de quem anda de moto.

Segundo o DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito, “a cada ano, o Brasil contabiliza 750 mil acidentes, 27 mil brasileiros mortos e
mais de 400 mil com lesões permanentes nas estradas e vias urbanas do país. O trânsito brasileiro corresponde a uma guerra do Vietnã a cada dois anos (50 mil Mortos)”. Não há uma estatística precisa sobre o que representam as motos nesse universo, porem, sabemos que o índice é alto.

Teoricamente, nem seria preciso chamar a atenção das fábricas e autoridades regulatórias porque uma lanterna traseira de moto é algo tão óbvio: está lá para chamar a atenção de quem vem atrás! No entanto, por mais que a tecnologia, potencia e design tenha sido desenvolvidos criativamente, a lanterna permaneceu quase
do mesmo tamanho, ou seja, pequena e pouco luminosa.

O mercado das motos vem crescendo cerca de 20% a cada ano, a frota do País gira hoje em torno de 6 milhões de motos, um numero significativo que vai para as ruas e estradas. Uma coisa é certa: à noite ninguém enxerga uma moto à distancia, principalmente se estiver em velocidade.

O problema não se resume só ao tamanho das lanternas mas também à sujeira e ao desgaste da lâmpada, do plástico da lanterna, do material reflexivo. Todos sabemos que é impossível manter durante toda vida útil uma lanterna totalmente limpa, lâmpadas
novas, material reflexivo novo e luz de placa nova.

Assim, os proprietários e amantes das motos, visando a segurança não só dos motociclistas mas também dos motoristas, deveriam criar um movimento obrigando as fábricas de motos a ampliarem as lanternas traseiras, de forma que a luminosidade se torne mais eficiente, diminuindo o número de acidentes.

Como um exemplo, existe um equipamento opcional do tipo brake-light, fabricado nos Estados Unidos, onde é possível perceber que e a possibilidade de ampliar a visão noturna é muito grande.

Necessariamente não é preciso "roubar" a ideia mas já pode ser um ponto de
partida para a industria fabricante de motos começar a se mexer.

Outro ponto seria também o órgao fiscalizador de trânsito, no caso o DENATRAN, fazer pressão junto aos fabricantes ou importadores de motos de outros países, à "tropicalizarem" as motos, isto é, o Brasil sairia na frente de outros países na obrigatoriedade das motos serem vendidas com lanternas maiores e mais eficazes.

Nada mais justo com os motociclistas!

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Edson Lobo, 56 anos, é jornalista e profissional de Marketing e Comunicação. Motociclista há quase 40 anos, tem vasta experiência em viagens nacionais e internacionais e profunda admiração por quem anda e respeita
as motos.
- lobo@motonline.com.br